Por uma FFLCH afirmativa,
com transparência e comprometida com as Humanidades na USP
CHAPA 2
EIXOS PROGRAMÁTICOS
A nossa Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas chega aos seus 90 anos com excelente desempenho em todos os indicadores de avaliação externa e com um protagonismo inquestionável no processo de mudança inclusiva que acontece na composição social do corpo estudantil da Universidade.
Por uma FFLCH afirmativa
No entanto, além das avaliações externas positivas, mais importante ainda é que, nestes anos, a inventividade caracterizou o nosso trabalho: a criação de novos projetos e grupos de pesquisa que têm em seu horizonte as transformações no mundo, a formulação de novas disciplinas e atividades pedagógicas, de práticas de extensão cada vez mais voltadas à intervenção social, e de novas redes de internacionalização. Apesar dos escassos recursos, houve também esforços promovidos pela Direção para incrementar as ações de permanência sustentadas pela Faculdade, e para a manutenção e melhoria dos prédios e da biblioteca. Tudo isso são realizações não apenas descritas nos relatórios institucionais dos departamentos e da Faculdade, mas que se tornaram visíveis na formação e nos caminhos abertos para discentes e egressos.
Basta observar o nosso cotidiano de trabalho e alguns dados externos para que se perceba onde reside a força que sustenta essa continuidade bem-sucedida. No último QS World University Ranking, a USP ficou como a única universidade brasileira entre as 100 melhores avaliadas do mundo. Observando os indicadores que compõem o ranking, enquanto nossa Universidade se destaca no 40º lugar em reputação acadêmica, no 60º em rede internacional de pesquisa, e no 27º na empregabilidade dos egressos, amarga um 646º lugar na proporção professor / estudante. Isto é, se há alguma coisa que precisa melhorar com urgência na nossa universidade, sem dúvida, essa proporção é uma delas. Cumpre ressaltar que a proporção é ainda mais desfavorável na FFLCH, com uma média de 22/ 1 : (a da USP é de 18/1). Assim, temos uma ideia do feito extraordinário que significa o desempenho que sustentamos, e do qual podemos, sem dúvida, nos orgulhar perante qualquer instância da Universidade ou do Estado.
Porém, esse esforço prodigioso muitas vezes não é reconhecido dentro da própria instituição. Políticas que têm sido hegemônicas e recorrentes nas últimas gestões reitorais, inspiradas em um modelo empresarial de universidade promovem, em lugar da cooperação, a concorrência entre unidades, departamentos, docentes e servidores/as, inclusive em torno de recursos indispensáveis para o desenvolvimento das atividades-fim. A pretensão de ranquear professoras/es para a progressão horizontal ou, mais recentemente, a de submeter a reposição de docentes aposentados à disputa entre unidades são as expressões mais extremas dessa falta de reconhecimento, mas não as únicas.
Por uma FFLCH afirmativa
Tão preocupante como elas é a contradição entre, por um lado, os avanços a partir da adoção de políticas de ações afirmativas, com o objetivo de incluir setores mais amplos e vulneráveis da sociedade no corpo discente e, por outro lado, a não ampliação do corpo funcional e docente nem a revisão da infraestrutura de modo a atender às novas necessidades que essa inclusão impõe.
Foi esse panorama que levou um grupo de professoras e professores de que fazemos parte, a formular, no manifesto “Por uma FFLCH com papel”, divulgado em maio deste ano, a proposta de uma chapa para a direção da Faculdade que assuma plenamente a firmeza que os colegiados desta unidade têm mostrado “apontando, para o conjunto da Universidade, alternativas oriundas de uma vocação democrática e solidária” que se diferencia dos modelos empresariais e concorrenciais. Isso implica, como também afirmávamos naquele documento, “buscar, no que diz respeito à administração central, uma relação adequada a um espaço público que se quer democrático e transparente, o que envolve não apenas um trabalho colaborativo, mas também independência e, se necessária, uma clara indicação dos limites daquilo que se considera aceitável”.
São três os eixos que orientam as propostas contidas neste programa:
Papel crítico e propositivo da FFLCH
Transparência
Compromisso com as Humanidades
Por uma FFLCH afirmativa
Com uma FFLCH afirmativa resumimos tanto a proposta de que a Faculdade retome seu papel crítico e propositivo, como que promova políticas voltadas ao cumprimento do seu papel na sociedade. Para esse efeito, as propostas que elencamos nos itens seguintes incluem tanto ações no âmbito da Faculdade, como demandas para a Universidade em torno de infraestrutura e de recursos humanos, e acerca de aspectos em que ainda é necessário avançar para uma efetiva inclusão das diversidades em todas as categorias da instituição.
O eixo da transparência se expressa principalmente nas propostas que conferem mais presença e centralidade aos colegiados na vida e nas políticas da FFLCH para favorecer o diálogo interno e para a tomada de decisões sobre utilização e demanda de recursos. Planejar de modo participativo a distribuição orçamentária, levantar prioridades e deliberar conjuntamente sobre infraestrutura poupa o mal-estar e o tempo que envolve a formulação de demandas quando um ou outro setor se sente preterido. Por isso, propomos comissões eleitas nos colegiados que integrem representantes de cada prédio para essas tarefas.
O compromisso com as Humanidades na USP se manifesta, por um lado, na defesa das decisões acadêmicas dos departamentos, cursos e centros de pesquisa, na convicção de que todas, todos e todes nós, docentes da Faculdade, sabemos exercer criatividade e compromisso com o conhecimento, sem necessidade de imposições de fórmulas exógenas. Por outro lado, nossas propostas de debates da Faculdade para a Universidade, especialmente a que trata sobre concepções de inovação, visam a uma articulação no campo das Humanidades na promoção e valorização das suas formas de produção de conhecimento.
PROPOSTAS POR ÁREA
Graduação

Por uma FFLCH afirmativa
1.
Apoio às atividades fim
Na interação com a reitoria, procurar, como estabelece o novo Projeto Acadêmico, uma melhora significativa da proporção de estudantes por docente. Que ela alcance ao menos a média da USP(1/18), e que atenda às necessidades da unidade como principal espaço de inclusão que tem garantido a mudança da composição socioeconômica e racial do corpo estudantil da Universidade.
Defender que o perfil curricular dos cursos de graduação seja determinado, sem pressões institucionais, pelas decisões dos respectivos cursos e habilitações, que têm demonstrado amplamente sua criatividade e desempenho, bem como sua capacidade de integração de saberes e de inovação.
PROPOSTAS POR ÁREA
Pós-graduação
1.
Apoio às atividades fim
Favorecer o desenvolvimento da interdisciplinaridade, mediante um trabalho colaborativo, com ações combinadas entre PPGs de diferentes áreas.
Sem deixar de manter o apoio à gestão dos programas de pós-graduação mediante estagiários/as, estabelecida pela atual Direção, demandar especialmente à reitoria a concessão e mais cargos funcionais para a gestão desta área.
Dar apoio a processos de reorganização da gestão e/ou de reestruturação de programas consensuados entre os setores participantes.
Fortalecer a autonomia dos colegiados e programas, bem como envidar esforços para a aprovação de regulamentos junto à PRPG, que precisa respeitar as especificidades das áreas de conhecimento.
Promover a realização de um seminário sobre o papel das Humanidades no contexto da pós-graduação da USP.
PROPOSTAS POR ÁREA
Pesquisa

Por uma FFLCH afirmativa
1.
Apoio às atividades fim
Incrementar, na medida do possível, a verba destinada às bolsas de Iniciação Científica da FFLCH.
Promover a visibilidade das pesquisas de iniciação científica e dos projetos de pós-doutorado em andamento mediante uma página ou repositório.
Dar continuidade à colaboração com o Escritório de Apoio ao Pesquisador, importante realização promovida pela atual gestão da direção da Faculdade.
Pautar, na discussão orçamentária do CTA, as possibilidades de destinar verba para incentivo a publicações de docentes mediante editais.
PROPOSTAS POR ÁREA
Cultura e extensão

Por uma FFLCH afirmativa
1.
Apoio às atividades fim
Diante do atual processo de curricularização da extensão, comprometer-se com a valorização dos docentes que estarão à frente de suas ações, promovendo um peso significativo dessas atividades na avaliação docente, e seu reconhecimento na carga horária.
Promover a reflexão indicada no Projeto Acadêmico sobre os impactos e desafios da curricularização para os departamentos, os cursos, a formação discente e as relações entre universidade e sociedade. Essa discussão pode incluir um seminário específico e/ou integrar-se aos debates sobre políticas de inovação propostos na seção “da Faculdade para a Universidade”.
No contexto de uma política plurilíngue para a FFLCH e para a Universidade, dar apoio ao Centro Interdepartamental de Línguas, incluindo aí as ações relacionadas com a língua portuguesa em suas várias dimensões: materno-nacional, estrangeira, e língua de acolhimento. Divulgar a série de ações previstas pelo Programa de Desenvolvimento de Políticas Linguísticas para a USP - PDPoLínguas-USP , e contribuir com o atual processo de institucionalização do Grupo Interunidades PoLínguas-USP.
Apoiar a oferta contínua de cursos de difusão e de extensão, em diferentes formatos, que possam continuar a trazer para o ambiente acadêmico questões emergentes e essenciais do mundo social, bem como possibilitar a disseminação de conhecimentos em Humanidades e a divulgação e a popularização científicas.
PROPOSTAS POR ÁREA
Internacionalização

Por uma FFLCH afirmativa
1.
Apoio às atividades fim
Promover, na universidade, uma política de fortalecimento das CCINts das diversas unidades da USP, em prol de uma maior autonomia na execução dos projetos acadêmicos relativos à internacionalização e criar espaços de colaboração interunidades.
Demandar pelo menos mais um cargo funcional para a CCInt.
Incentivar processos de dupla titulação com universidades estrangeiras, promovendo a flexibilização dos processos no âmbito da USP.
Favorecer a articulação das diversas instâncias que, na Universidade, desenvolvem ações relacionadas à formação linguística e às políticas de língua: AUCANI, CCInts, centros de Línguas dos diversos campi, PoLínguas-USP, dentre outras.
PROPOSTAS POR ÁREA

Por uma FFLCH afirmativa
2.
Efetiva inclusão social, racial e de gênero
Apoiar, em todas as instâncias da Universidade, a proposta do Coletivo de Docentes Negras, Negros e Negres da USP, encaminhada à reitoria em novembro de 2022, para a realização de concursos com efetiva política de cotas para docentes negros mediante a reserva de vagas, aprovada pela Congregação da Faculdade em março de 2023.
Juntamente com as outras unidades que oferecem cursos noturnos, demandar da Administração Central investimento nas necessidades de segurança e transporte nesse período, já que são esses cursos que garantem, em boa medida, a inclusão social.
Contribuir para regulamentar a Comissão de Inclusão e Pertencimento (CIP) da Faculdade, acompanhando o processo de perto junto à Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento e comprometer-se com que esta Comissão tenha a infraestrutura que corresponde a todas as comissões estatutárias.
PROPOSTAS POR ÁREA
2.
Efetiva inclusão social, racial e de gênero
Demandar da reitoria novos cargos funcionais para atendimentos e acolhimentos de queixas por parte da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos: apoio psicológico para os membros da Comissão, um/a assistente social lotada/o na FFLCH, um/a especialista na área de saúde mental e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais.
Apoiar o processo iniciado em 2022 para realização de um acordo de cooperação entre a Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP e a Comissão de Defesa de Direitos Humanos da FFLCH, destinado ao intercâmbio de saberes e a atividades conjuntas.
Promover condições para que a CIP acompanhe estudantes bolsistas e moradores do CRUSP, em maior interação com os coordenadores de cursos para esse acompanhamento.
Promover, para a comunidade acadêmica da FFLCH, por meio de campanhas periódicas, materiais de apoios e oficinas de formação, o reconhecimento e a interpretação de marcadores de raça, etnia, gênero, sexualidade e deficiência com o intuito de minimizar os efeitos nocivos dos preconceitos e das desigualdades estruturais.
PROPOSTAS POR ÁREA

Por uma FFLCH afirmativa
3.
Transparência,
centralidade dos colegiados e
diálogo interno
Fortalecer a Congregação como espaço de efetivo debate, com a duração necessária para abordar os assuntos que careçam de maior atenção e/ou que preocupem a comunidade. Estimular a participação de membros suplentes nas reuniões, ainda que, presentes, só votem os membros titulares.
Comprometer-se com a convocação de reuniões extraordinárias da Congregação como forma prioritária de resposta a situações de crise.
Promover que as reuniões do CTA acompanhem periodicamente as problemáticas de finanças e infraestrutura.
Respeitar, encaminhar e defender junto à Reitoria as decisões dos colegiados da Faculdade.
Para a elaboração da proposta anual de distribuição orçamentária, criar uma comissão integrada pela Assistência Financeira - um/a docente por prédio (indicadas/os pela Congregação), um/a representante discente e um/a representante de funcionários/as - que apresentará, ao CTA, propostas de distribuição. Tanto essa comissão como a que propomos na seção de “Infraestrutura” informarão periodicamente à Congregação.
PROPOSTAS POR ÁREA

Por uma FFLCH afirmativa
3.
Transparência,
centralidade dos colegiados e
diálogo interno
Fomentar que toda comissão especial seja eleita pela Congregação, pelo CTA ou pelos conselhos de departamento, evitando ao máximo a indicação da Direção.
Na página da Faculdade, abrir um espaço para tornar visíveis todas as portarias publicadas pela Direção, a exemplo do que ocorre em outras unidades e, na página da Secretaria Geral, para as portarias e resoluções da Administração Central.
Promover plenárias não deliberativas da Faculdade para assuntos específicos.
Dar devida divulgação e informar os colegiados sobre decisões e comunicados da Reitoria que afetem a Faculdade.
Pautar a relação da gestão com as categorias discente, funcional e docente pelo respeito à autonomia e à liberdade de organização e participação de cada uma delas em suas entidades representativas.
Retomar a página “A FFLCH em números”.
PROPOSTAS POR ÁREA
Corpo docente

Por uma FFLCH afirmativa
4.
Para as pessoas da FFLCH
Defender a reposição docente (por aposentadoria ou por exoneração) sem concorrência entre unidades, fundamentada nas necessidades dos projetos acadêmicos e dando especial peso a critérios demográficos e de inclusão social.
Promover para a Universidade, e aplicar na Faculdade, critérios não concorrenciais para a progressão na carreira docente. Favorecer uma carreira docente aberta, retomando, para a USP, a proposta de “Professor Pleno”, historicamente defendida pela Faculdade.
Apoiar, no âmbito da Universidade, as iniciativas que tendam a diminuir a desigualdade de perspectivas que as reformas previdenciárias estabeleceram entre os docentes.
Procurar acordos com outras unidades para defender conjuntamente tanto essas políticas de progressão na carreira, quanto as propostas pelo coletivo de Docentes Negras, Negros e Negres da USP sobre cotas em concursos, já mencionadas no item “Para a efetiva inclusão...”.
Preservar a Comissão de Cargos Docentes da Faculdade – composta pelos representantes de todos os departamentos, em sua forma colegiada, já que esse modelo se demonstrou o mais adequado e produtivo. Divulgar amplamente as análises elaboradas por essa comissão acerca da evolução do corpo docente da Faculdade.
PROPOSTAS POR ÁREA
Corpo funcional

Por uma FFLCH afirmativa
4.
Para as pessoas da FFLCH
Procurar a garantia de reposição funcional e demandar da Administração Central a ampliação do corpo funcional em áreas prioritárias, estabelecida como “de máxima urgência” pelo Projeto Acadêmico recentemente aprovado pela Faculdade.
Promover internamente o diálogo sobre as necessidades de organização do trabalho e distribuição do corpo funcional, buscando equilibrar as necessidades de cada setor da Faculdade com o respeito pela vontade e pelas aspirações de cada funcionário.
Favorecer, no contexto da universidade, uma discussão ampla sobre a carreira funcional que dê efetiva participação à categoria interessada, Defender a não precarização e a não terceirização do trabalho, destacando o irrenunciável da segurança do trabalho em políticas de inclusão, pertencimento e direitos humanos.
Defender no Conselho Universitário e, de modo geral, na Universidade, propostas que favoreçam a participação efetiva da categoria funcional nas decisões que a afetam diretamente.
PROPOSTAS POR ÁREA
Corpo discente

Por uma FFLCH afirmativa
4.
Para as pessoas da FFLCH
Posicionar-se ativamente no debate institucional da Universidade por uma política consistente de permanência, destinada a consolidar a mudança na composição racial e socioeconômica do corpo estudantil da USP.
Manter espaços permanentes de interlocução com os representantes discentes, centros acadêmicos e coletivos, para tratar de demandas e de problemáticas institucionais.
Envidar esforços para garantir o bom funcionamento das salas pró-aluno, oferecendo equipamentos adequados e horários que atendam às necessidades dos discentes.
Promover a opção da disponibilidade de banheiros a-gênero nos três prédios didáticos da Faculdade, reconhecendo a presença crescente de pessoas trans e não binárias na comunidade acadêmica da FFLCH e da USP.
Manter a prioridade das últimas direções da Faculdade para ações que têm efeitos sobre a permanência, principalmente a partir dos programas PAECO, PLEA e de Iniciação Científica.
PROPOSTAS POR ÁREA

Por uma FFLCH afirmativa
5.
Infraestrutura
Realizar um acompanhamento, junto à reitoria e à Superintendência do Espaço Físico, das obras comprometidas para a Faculdade, fundamentalmente a construção do novo prédio cujo projeto foi apresentado à Congregação em 2022.
Formar uma comissão com um representante docente e um representante funcional de cada prédio, proposta à Congregação e ratificada por ela, que, levante e determine as prioridades de infraestrutura, tanto para a utilização das verbas recebidas pela Faculdade quanto para aquelas que precisem ser demandadas à Administração Central.
Acompanhar as demandas infraestruturais específicas de cada prédio, junto à comissão sugerida, buscando resolver problemas cotidianos e emergenciais que possam afetar as rotinas de trabalho e de estudos.
PROPOSTAS POR ÁREA

Por uma FFLCH afirmativa
6.
Da Faculdade
para a Universidade
Promover o debate sobre concepções de inovação e a retomada da discussão sobre a política de inovação da USP, um compromisso assumido na reunião do Conselho Universitário de 30/11/2021 ainda não cumprido.
Retomar a discussão do regime disciplinar da USP, com o objetivo de anular definitivamente os efeitos do Decreto 52.906 de 1972, a partir de uma concepção de justiça restaurativa, não punitiva e de soluções consensuais, tomando como modelo o Manual de Convivência elaborado pela FFLCH. Implementar internamente iniciativas nessa direção.
Favorecer que a expertise de pessoas da FFLCH e da Universidade de São Paulo seja direcionada para e elaboração de políticas de segurança e proteção que revalorizem a Guarda Universitária e modalidades com participação comunitária.
Fomentar debates sobre a Universidade, em face dos problemas que se projetam como cruciais para os próximos quatro anos, cuja discussão pode receber contribuições valiosas das nossas áreas, pensando-se, entre outros, nos seguintes tópicos: formas do Estado de exceção, produção de pós-verdade, negacionismos, precarização extrema do trabalho, perda de direitos sobre os corpos.
VÍDEO -
PROPOSTAS

Por uma FFLCH afirmativa
NOSSO COMPROMISSO

Por uma FFLCH afirmativa
Comprometemo-nos com o empenho e a dedicação necessários para conduzir e acompanhar os múltiplos aspectos que compõem a Faculdade, tanto nas instâncias decisórias mais abrangentes quanto nos processos cotidianos. Nossa prioridade, caso sejamos eleitos, será a presença e a atenção com todos os setores da comunidade acadêmica.
Outro aspecto fundamental de nosso compromisso é a escuta e a comunicação transparente. Embora não possamos garantir que todas as aspirações expressas neste Programa venham a se materializar completamente, asseguramos que investiremos esforços e firmeza nesse sentido, comprometendo-nos a fornecer aos colegiados, especialmente à Congregação, todas as informações necessárias para tomadas de decisão conscientes e bem fundamentadas.
Por fim, destacamos o papel central das Humanidades e da FFLCH para a continuidade do padrão de excelência logrado pela USP para a construção de uma universidade efetivamente inclusiva e democrática.
MANIFESTO
“Por uma FFLCH em papel”
Abril de 2024

Por uma FFLCH afirmativa
Para ler o manifesto "Por uma FFLCH com papel" na íntegra, clique no botão de download abaixo.
Por uma FFLCH afirmativa,
com transparência e comprometida com as Humanidades na USP
CHAPA 2
CARTA A DOCENTES
Caras e caros colegas,
No dia 11 de setembro, próxima quarta-feira, votaremos no colégio eleitoral e o corpo docente tem protagonismo fundamental neste processo. Nesta última etapa da campanha, retomamos alguns pontos, que apareceram nos debates e nas reuniões abertas, e que gostaríamos de reforçar:
Por uma FFLCH afirmativa
Contamos com seu apoio!
Adrián Pablo Fanjul – candidato a diretor
Silvana de Souza Nascimento – candidata a vice-diretora
Por uma FFLCH afirmativa,
com transparência e comprometida com as Humanidades na USP
CHAPA 2
CARTA A DISCENTES
Caras, caros e cares estudantes,
No dia 11 de setembro, quarta-feira, será a votação no colégio eleitoral, que decidirá sobre a próxima gestão da direção da FFLCH.
Desde o início da nossa campanha, temos conversado com representantes e coletivos do corpo discente, para conhecer prioridades e expectativas. Assim, pudemos incluir no nosso programa pautas específicas, que gostaríamos de reforçar aqui.
A demanda à administração central da USP de políticas consistentes de permanência estudantil, que consolidem a mudança na composição social e racial da Universidade, se expressa tanto em relação a auxílio econômico como à infraestrutura, ao transporte e a recursos humanos. Acreditamos que para oferecer uma efetiva inclusão é necessária tanto a contratação de profissionais, inclusive pessoas negras, indígenas, com deficiência e LGBTQIAPN+, que ampliem as áreas de atendimento, quanto a reposição funcional e docente sem concorrência entre unidades. Nessa perspectiva, nosso programa pretende implementar a disponibilidade de banheiros a-gênero nos três prédios didáticos, que possam atender a todes.
Por uma FFLCH afirmativa
E, sobretudo, queremos criar espaços permanentes de interlocução com os centros acadêmicos e coletivos, que institucionalizem a escuta e o diálogo e a construção coletiva para uma universidade democrática onde vocês, estudantes, são peça fundamental. Contamos com o seu apoio!
Adrián Pablo Fanjul – candidato a diretor
Silvana de Souza Nascimento – candidata a vice-diretora
Por uma FFLCH afirmativa,
com transparência e comprometida com as Humanidades na USP
CHAPA 2
CARTA AOS
FUNCIONÁRIOS
Caras funcionárias,
caros funcionários
No dia 11 de setembro, na próxima quarta-feira, será a votação definitiva para a direção da Faculdade. Ela acontece em um colégio eleitoral, em um processo desigual, que exclui especialmente a categoria de não docentes. Nos debates, nos manifestamos claramente a favor de mudanças na composição proporcional dos colegiados para as eleições, para transformar essa e outras realidades institucionais profundamente elitistas e injustas.
Destacamos, no nosso programa, a necessidade de que a terceirização do trabalho seja discutida na Universidade como incompatível com políticas de inclusão, pertencimento e direitos humanos. Propomos também que todas as decisões sobre a carreira funcional sejam precedidas pela ampla discussão com a categoria, contrariamente ao que aconteceu na votação no Conselho Universitário no presente ano. Além disso, propomos que a progressão funcional na carreira não seja por concorrência.
Por uma FFLCH afirmativa
Para a Faculdade, defendemos a reposição funcional e a ampliação do quadro em áreas prioritárias. Reiteramos aqui o compromisso assumido de equilibrar, na organização do trabalho, as necessidades de cada setor da Faculdade com o respeito às aspirações de cada funcionário/a, valorizando suas necessidades e potencialidades.
Somos muito gratos pelo empenho que vocês têm dedicado à FFLCH. Contamos com o seu apoio!
Adrián Pablo Fanjul – candidato a diretor
Silvana de Souza Nascimento – candidata a vice-diretora
QUEM SOMOS
Adrián Pablo Fanjul
Ingressou na USP em 2000, como mestre, na área de Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-Americana do Departamento de Letras Modernas. Atualmente é professor Associado 2. Seu principal campo de trabalho é a análise do discurso, com várias pesquisas desenvolvidas em torno do confronto discursivo na esfera pública, na América do Sul, nos séculos XX e XXI. Mantém participação constante na coordenação de projetos de pesquisa e ações de cooperação internacional na sua especialidade. Foi presidente da Associação Brasileira de Hispanistas (2010-2012). Desde 2011, conta com bolsa de Produtividade em Pesquisa nível 2 do CNPq. Foi chefe do Departamento de Letras Modernas em duas gestões consecutivas (2019-2021 e 2021- 2023) e representante da Congregação no Conselho Universitário (2021-2023), foi também coordenador do programa de Pós-Graduação da sua área (2005-2006 e 2018-2019) representante de professores/as doutores/as no Conselho Universitário (2011-2013), tendo integrado o Comité de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Faculdade (2019-2022). Tem mantido participação ativa em iniciativas e debates em prol da democracia universitária e junto a movimentos de direitos humanos.
http://lattes.cnpq.br/5800662065713164
Silvana de Souza Nascimento

Docente do departamento de Antropologia da FFLCH desde 2013. É professora associada 1 e está na coordenação do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. Atua nas áreas de Antropologia Urbana, Marcadores Sociais da Diferença e Direitos Humanos, e tem coordenado projetos de pesquisa e extensão nesse campo, bem como convênios internacionais. É bolsista de produtividade do CNPQ, nível 2 e coordena o Laboratório do Núcleo de Antropologia Urbana. Além disso, é docente permanente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades (FFLCH/USP), onde já foi coordenadora (2020-2022). Foi vice-chefe do Departamento de Antropologia (2014-2016), fez parte da Comissão Coordenadora do Curso de Ciências Sociais (2016-2018) e integrou o Comité de Ética em Pesquisa om Seres Humanos da FFCLH (2019-2022). Participa atualmente do Grupo de Trabalho Étnico-Racial da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP). Integrou o conselho científico da Associação Brasileira de Antropologia (2017-2020), a que é associada desde 2008. Faz parte da Rede Não Cala - Professoras pelo Fim da Violência de Gênero e do Coletivo de Docentes Negres da USP.
CONTATO
Para enviar consultas ou sugestões sobre nossas propostas, pode entrar em contato por esses endereços de e-mail: adrianpf@usp.br e silnasc@usp.br.